UMA PERGUNTA OU PENSAMENTO. O QUE VOCÊ ACHA...
MUITAS PESSOAS DIZEM QUE QUANDO MORRER IRÃO PARA O CÉU, E DIZEM QUE DEUS ESTA NO CÉU CERTO.MAS COMO DEUS ESTA NO CÉU SE ELE CRIOU O CÉU QUE NÃO EXISTIA? COMO DIZ GÊNESIS 1:1 ''NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA'' E A ONDE DEUS ESTAVA SE O CÉU NÃO EXISTIA? COMO UMA PESSOA QUE MORRE VAI PARA O CÉU SE EM APOCALIPSE 21:1 DIZ: ''Depois vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia mais.''E AS PESSOAS QUE MORRERAM NO VELHO CÉU COMO FICA? O céu é o trono de Elohim e a sede do seu governo. A terra sim é que foi destinada aos homens:“Sede vós benditos do DEUS, que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor DEUS, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens” SL 115:15,16.“Porque os malfeitores serão exterminados, mas aqueles que esperam no Eterno herdarão a terra. Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá (na terra); atentarás para o seu lugar, e ele ali não estará. Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” SL 37:9-11. Os tsedkim (justos) herdarão a terra e nela habitarão:
VEJA ESTE SALMOS“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” SL 37:29 COMO FICA NOSSOS PENSAMENTOS.JESUS disse: “Vendo pois as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo...Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino DOS céus...Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” MT 5:1-5
Nota: Repare que JESUS(Yeshua) no verso 2 diz que aos humildes pertenceria o Reino DOS céus e logo no verso 4 reafirma que os mansos herdarão a terra! O que será isto? Será que ele esta dizendo que os humildes viveriam no céu e os mansos na terra? Não! Pois o reino é dos céus e não nos céus! O que é muito diferente. Isto equivale dizer que a terra será controlada pelo poder celestial que é o reino dos céus.
(AQUI FICA MEUS PENSAMENTOS, NÃO DISSE QUE NÃO ACREDITO E NÃO DISSE QUE ACREDITO, SÃO PENSAMENTOS SEMPRE É BOM REFLETIR UM POUCO MAIS.)
VEJA ESTE SALMOS“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” SL 37:29 COMO FICA NOSSOS PENSAMENTOS.JESUS disse: “Vendo pois as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo...Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino DOS céus...Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” MT 5:1-5
Nota: Repare que JESUS(Yeshua) no verso 2 diz que aos humildes pertenceria o Reino DOS céus e logo no verso 4 reafirma que os mansos herdarão a terra! O que será isto? Será que ele esta dizendo que os humildes viveriam no céu e os mansos na terra? Não! Pois o reino é dos céus e não nos céus! O que é muito diferente. Isto equivale dizer que a terra será controlada pelo poder celestial que é o reino dos céus.
(AQUI FICA MEUS PENSAMENTOS, NÃO DISSE QUE NÃO ACREDITO E NÃO DISSE QUE ACREDITO, SÃO PENSAMENTOS SEMPRE É BOM REFLETIR UM POUCO MAIS.)
O vocábulo shequinah refere-se a
gloria de Deus?
Introdução.
O que é buscar a shequinah? Shequinah é a
presença da gloria de Deus? Deus derrama da sua shequinah?
Definição etimológica.
Que a
raiz vem do verbo ‘’shacan’’ ou ‘’sharran’’
saf a partir de ‘’cun’ o aramaico
relata o vocábulo shecan ou shequen com o sentido de ‘’sentar’’ a raiz
significa ‘’sentar’’. o fenício relata o
vocabulário também ‘’shacan’’ com o sentido em ‘’habitar’’, ‘’estabelecer’’ o ugarítico
relata a forma shacan também com o significado geral do em ‘’habitar’’, ‘’sossegar’’.
O acadiano relata a forma ‘’shacanu
ou shacanum’’ no troco g se tem o sentido de ‘’por em pratica’’ a determinação,
colocar à disposição de alguém; já no tronco ‘’s’’ tem o sentido de ‘’fazer
habitar’’.
Relação bíblica.
Temos expressões shacan ,shequen e o futuro ishicon. Deixar-se
para baixo, para se estabelecer, por exemplo a coluna de fogo e de nuvens números
9:17,22; 10:12; êxodo 24:16.
Que fala justamente que
habitou lá no Sinai, nuvem habitou.
Também tem o sentido de ‘’deitar-se’’
especialmente para descansar deuteronômio 33:20: de uma nação que se encontra
em barracas, acampados. Números 24:2 de nuvens obscurecendo todo o dia.
No tronco piel relata o
sentido de ‘’fazer habitar’’ jeremias 7:7; números 14:30. O senhor as vezes é
dito shiquen ou shemo o seu nome, isto
é, fixando sua residência em qualquer lugar. Conforme Deut 12:11 (para ali
fazer habitar o seu nome); 14: 20; 16:6,11; 26:2. Dai pode ser explicado o
salmo 78:60 que traz a expressão ‘’orrel shiqueo baadam’’ ‘’ a tenda (em que)
ele causou (seu nome) para habitar entres os homens’’ a menos que seja
preferido ‘’ atenda que estabeleceu entre os homens’’ (Josué 18:1- 22:19). Preste bem atenção: A partir dessa frase o talmude
fez uso do vocábulo ‘’ shequinah’’ como sendo a presença de Deus.
Então o vocábulo shequinah
existe no talmude, na bíblia hebraica não tem a palavra shequinah existe os
cognatos da raiz ‘’shacan’’. E nota-se se a palavra shequinah é habitar então qual
os vocábulos para gloria e presença?
Qual o vocábulo hebraico
para gloria?
O vocábulo para gloria é ‘’cavod’’
o qual é atestado cerca de 200 e duas vezes a forma defectiva. Orígenes na
segunda coluna da hexapla transliterou para ‘’caboud’’ já a septuaginta
registrou ‘’cabod’’ conforme 1 Samuel 4: 21. Se vê o significado de ‘’gloria e esplendor’’ nas seguintes
passagens: Isaias 10:18; 35:2; 60:13; Ezequiel 31:18 etc.
Qual o vocábulo hebraico para a
presença?
O vocábulo para a ‘’presença’’ em hebraico é ‘’pané’’
que se origina da raiz ‘’pan’’ cujo significado se tem: frente, fronte e
metaforicamente presença.
Então quem falou que a
palavra shequinah é a presença de Deus não está bem informada, porque não existe
na bíblia hebraica e sim no talmude no cap. 2 na mishná onde você vai encontrar
a palavra shequinah olha que no talmude babilônico que existe várias atestações
do vocábulo shequinah trazendo como presença de Deus. Aí você diz a Deus derrama sua shequinah, então
você está dizendo que é pra Deus derramar seu habitar a sua habitação? Mas já não
disse que você já é habitação dele?
Jesus e Deus são a mesma pessoa?Trindade existe?
Yeshua HaMashiach
Estudo original do Grupo Torah lagoym Torá Lagoyn A origem das controvérsias Todos sabem que os idiomas utilizados nos escritos são o hebraico, o aramaico e o grego, porém as pessoas não se importam com isso e há diversas religiões que se fundamentaram em traduções.Todavia não há Hermenêutica sem exegese, e nem exegese sem os idiomas bíblicos. Sendo assim não há verdadeira interpretação baseada em traduções.Se a Hermenêutica e exegese não fossem necessárias, então não existiria tal estudo, bastariam as traduções.Sabemos que os textos hebreus sempre estiveram sob o domínio dos judeus e não há como terem sofrido influência politeísta nesses textos.Porém, não podemos dizer o mesmo do chamado Novo Testamento.As traduções do Novo testamento são de um manuscrito muito conhecido, chamado de Textus Receptus (Texto Recebido), Texto Tradicional, ou mesmo Texto Majoritário.Esse texto foi copiado e recopiado por diversas vezes pelos chamados “pais da igreja”, melhor dizendo, “papas/padres da igreja”. O Textus Receptus data do século XII e.c., e é o mais recente de todos os textos.Com a descoberta do Codex Sinaiticus em 1859 e devido ser semelhante aoCodex Vaticanus, e por esses dois Codex divergirem muito do Textus Receptus , surgiram nos séculos XIX e XX um novo conceito de se interpretar às escrituras do Novo Testamento.O Sinaiticus data do século IV e.c. e o Vaticanus é um pouco mais antigo, esses textos são chamados de Textos Neutros ou Textos Críticos. Creio que estes são chamados de Neutros, devido não terem influências causadas por consecutivas cópias. Esses textos são muito mais antigos do que o Receptus, diferença de aproximadamente 800 anos. Há um outro texto chamado de Codex Ephraemi Rescriptus que data do século V , mas algumas de suas páginas foram perdidas, Efraim Siro apagou o texto originalmente escrito para escrever os seus sermões, inutilizando algumas folhas e por jogar fora outras folhas deste precioso texto. O Codex Sinaiticus é o único que contém o chamado Novo Testamento completo.Esses textos foram examinados por dois estudiosos, chamados Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort. Eles dedicaram vinte e oito (28 ) anos de suas vidas na pesquisa desses textos, e realizaram uma obra magnífica levantando críticas sobre o texto Majoritário, e em 1881 é publicada a obra O Novo Testamento no Grego Original.
“O texto grego de Westcott-Hort veio a tornar-se a obra que mais tem influenciado a crítica textual moderna do Novo Testamento. Alexander Souter a considera "a maior edição já publicada".(8 ) Bruce Metzger, chama-a de "a mais notável edição crítica do Testamento grego já produzida pela erudição britânica".(9) Kirsopp Lake diz que "este trabalho é o fundamento de quase toda a crítica moderna’’(10) Kenyon afirma ser esta uma obra "que tem feito época, no sentido literal da palavra, na história do Criticismo do Novo Testamento, ... tem colorido tudo o que tem sido escrito sobre o assunto ... e suprido a base de todo o trabalho feito hoje neste campo".(11) Com o que concorda Greenlee, afirmando que com o trabalho desses autores nós chegamos ao "clímax deste terceiro período", e que "a influência de Westcott-Hort sobre todo o trabalho subseqüente na história do texto nunca foi igualada".(12)
O Textus Receptus que data do século XII e.c. em diante, possui 3455 divergências quando comparado ao Codex Sinaiticus que data do século IV e.c. Muitos textos que são utilizados pelos trinitarianos e triunicistas, não se acham nos textos mais antigos, mas são encontrados no Textus Receptus.Hoje em dia, as edições mais recentes das traduções já se baseiam nos textos críticos e de pouco em pouco estão excluindo o texto Majoritário, todavia, ainda há tendências nas traduções.Uma dentre essas traduções que se baseiam no Sinaiticus é a Revista e Atualizada. Não é perfeita, assim como qualquer tradução, mas é a que pode te mostrar mais claramente as diferenças entre os Textos Críticos e o Texto Majoritário.
Algumas controvérsias
Receptus: (Lucas 2:33) - E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.
Sinaiticus: (Lucas 2:33) - E seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que se diziam a respeito dele.
Rev. e Atualizada: Lucas 2:33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que dele se diziam.
Ed. Contemporânea: Lucas 2:33 O pai e mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam.
No Receptus tentam dizer que Yosef não é o pai legítimo de Yeshua.
Receptus: (I Timóteo 3:16) - E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.
Sinaiticus: (I Timóteo 3:16) – E indubitavelmente grande é o mistério da piedade, o qual se manifestou em carne, foi justificado no espírito, visto pelos anjos, apregoado entre os gentios, crido no mundo e tomado acima na glória.
Rev. e Atualizada: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
Ed. Contemporânea: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
Onde foi parar o texto “D-us se manifestou em carne” ? (A peshita concorda com o Sinaiticus)
Corrigida: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.
(Romanos 14:12) - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Atualizada: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
(Romanos 14:12) - Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
No Receptus o texto diz que “havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” e continua “Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim”.A modificação do texto quer que acreditemos que Jesus é o Juiz Eterno e que todo o joelho se dobrará diante do deus Jesus.
Corrigida (Efésios 3:9) - E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;
Atualizada (Efésios 3 :9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou
Algumas controvérsias
Receptus: (Lucas 2:33) - E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.
Sinaiticus: (Lucas 2:33) - E seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que se diziam a respeito dele.
Rev. e Atualizada: Lucas 2:33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que dele se diziam.
Ed. Contemporânea: Lucas 2:33 O pai e mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam.
No Receptus tentam dizer que Yosef não é o pai legítimo de Yeshua.
Receptus: (I Timóteo 3:16) - E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.
Sinaiticus: (I Timóteo 3:16) – E indubitavelmente grande é o mistério da piedade, o qual se manifestou em carne, foi justificado no espírito, visto pelos anjos, apregoado entre os gentios, crido no mundo e tomado acima na glória.
Rev. e Atualizada: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
Ed. Contemporânea: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
Onde foi parar o texto “D-us se manifestou em carne” ? (A peshita concorda com o Sinaiticus)
Corrigida: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.
(Romanos 14:12) - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Atualizada: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
(Romanos 14:12) - Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
No Receptus o texto diz que “havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” e continua “Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim”.A modificação do texto quer que acreditemos que Jesus é o Juiz Eterno e que todo o joelho se dobrará diante do deus Jesus.
Corrigida (Efésios 3:9) - E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;
Atualizada (Efésios 3 :9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou
As traduções tendenciosas
Além do que já sabemos acerca dos manuscritos, ainda temos uma grande muralha para saltar, que são as traduções tendenciosas, que já estão impregnadas na mente das pessoas.Um exemplo de tradução que podemos citar é:
(Colossenses 2:9) - Porque nele habita corporalmente toda a plenitude (perfeição) da divindade;
Pleroma: perfeição; (Vide o verso 10)
(Colossenses 2:10) - E estais “perfeitos” nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
Pepleromenoi – perfeitos;
Além do que já sabemos acerca dos manuscritos, ainda temos uma grande muralha para saltar, que são as traduções tendenciosas, que já estão impregnadas na mente das pessoas.Um exemplo de tradução que podemos citar é:
(Colossenses 2:9) - Porque nele habita corporalmente toda a plenitude (perfeição) da divindade;
Pleroma: perfeição; (Vide o verso 10)
(Colossenses 2:10) - E estais “perfeitos” nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
Pepleromenoi – perfeitos;
Pepleromenoi é verbo da da mesma raiz dePleroma. O termo “Pleroma” é o particípio do verbo, enquanto “Pepleromenoi” é a segunda pessoa do plural. Em hebraico utilizamos a palavra “shalem” para se referir a “estar completo, ser perfeito” , por isso dizemos “emunah shlemah” que é “fé completa/perfeita”.A palavra “shalem” descreve bem o sentido de “pleroma”, que é “estar completo, ser perfeito”.Por que traduzem o mesmo verbo por “plenitude” e logo após “perfeitos” ?Porque se dissermos “a plenitude da divindade” , dá a entender que “toda a essência de D-us habitava em Jesus”, quando o texto quer dizer que “toda a perfeição de D-us habitava em Jesus”.Pois sabemos que Yeshua era o templo de D-us, como foi dito: Derrubai este templo, e em três dias eu tornareia a reedificá-lo (isso falando de seu corpo).Ou seja, a perfeição de D-us (Shechinah) estava em Yeshua (o templo).Como eu disse antes, "pleroma" é particípio , que na verdade se traduziria como "cheio", todavia, em português ficaria estranha a frase.O verdadeiro sentido é de que Yeshua estava "cheio de D-us" , "cheio da divindade". Isso confirma o texto que diz: "E D-us não lhe dá o espírito em medida".Traduzem tendenciosamente para se acreditar que Jesus é o próprio D-us.Outro texto é:(Filipenses 2:6) - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,Esse mesmo texto no grego tem o verbo “hegesato” , que significa “liderar, comandar”.ὅς ἐν μορφή θεός ὑπάρχω οὐ ἁρπαγμός ἡγέομαι ὁ εἰμί ἴσος θεόςHegesato é a conjugação na terceira pessoa do singular do verbo “Hegeomai”.Então a tradução seria:(Filipenses 2:6) - Aquele que existe em forma de elohim não desejou aproveitar-se em comandar como elohim.Por que omitiram o verbo “liderar/comandar” ? Então: “liderar como D-us” não é o mesmo que “ser como D-us”?Assim o texto fica claro e de maneira alguma apóia qualquer afirmação de divindade.Algumas inclusõesAlém do que já comentamos, ainda temos as inclusões de textos. Algumas bíblias de estudo hoje possuem comentários nos rodapés falando de inclusão de fragmentos de manuscritos ou mesmo de inclusões os quais não há nem mesmo manuscrito algum. Bíblias como A Bíblia de Estudo de Genebra e a Bíblia de Jerusalém, entre outras, contam com comentários de rodapé que contém tais comentários.Nessas bíblias é comentado sobre os textos no Evangelho de João, do capítulo 7:49 até 8:11, que fala sobre a tal mulher adúltera.
É afirmado que esse texto trata-se de um fragmento que foi incluso no Evangelho de João, todavia o É afirmado que esse texto trata-se de um fragmento que foi incluso no Evangelho de João, todavia o mesmo não pertence a João e também não sabem quem foi o autor do mesmo.Além disso, quem conhece sobre as leis da Torah consegue perceber nitidamente aos erros contidos nesse texto.Um grande versículo para apoio da trindade no qual não existe em manuscritos, e nem mesmo das versões mais antigas da vulgada, é o texto de I João 5:7.Esse texto em I João 5:7 nem mesmo chega ser um fragmento de manuscrito.Revista e Corrigida: (I João 5:7) - Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.Westcott/Hort (I João 5:7) – Pois são três os que testemunham.Westcott/Hort (I João 5:8 ) - o espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.
Onde foi parar o texto que apóia a trindade?
O início da idolatria - Trindade e triunidade
A trindade no início da “igreja” (Arianismo, Sabelismo e Trinitarismo)
No princípio da chamada “igreja” , já existiam pensamentos diferentes sobre a unicidade de D-us , que são : O arianismo, o sabelismo e o trinitarismo.O Arianismo foi a doutrina de Arius de Alexandria, que acreditava em um único D-us e que Jesus fazia parte de sua criação assim como o espírito santo.O Sabelismo nasceu através de Sabelius, cuja interpretação era de que Jesus seria o próprio D-us, sendo assim, o próprio Pai teria sido crucificado no madeiro.E a mais famosa de todas, a Trindade, que foi estabelecida no concílio de Nicéia em 325e.c. , o qual foi convocado por Constantino I , a fim de unificar o cristianismo e torná-lo uma única religião e uma única doutrina.Nesse concílio foram taxados como hereges tanto Arius com Sabelius, e foi estabelecido o dogma da trindade como verdade absoluta.
O chamado “Antigo Testamento” e a Trindade/Triunidade
Antes de falarmos desses textos, teremos que estudar sobre a palavra “Elohim e El” para fazermos a Hermenêutica dos textos.
As palavras Elohim e El
Os cristãos afirmam uma trindade ou triunidade devido a palavra “Elohim” estar no plural, portanto são “deuses” e não apenas “D-us”.A palavra “elohim” assim com a palavra “El” vêem de uma mesma raiz e se entende como “poder, potestade, força, autoridade e etc.”.Os antigos que não conheciam à unicidade de D-us acreditavam que “forças” regiam as leis da natureza, e chamavam a essas “forças” de “Elohim”.Mas na Torah D-us esclarece “essas forças são um”, ou seja, apenas um ser único ser retém todas essas forças, que é o todo poderoso (aquele que retém a todas as forças do universo).Os poderes, potestades, forças e autoridades, pertencem a esse único ser que é H’.A justificativa de que o plural de “elohim” se refere à trindade é contraditória quando utiliza-se o termo “El”.Se “elohim” refere-se a uma trindade , então por que não está escrito “Elim Shaday” em vez de “El Shaday”.
Não deveria a palavra “El” ficar no plural “Elim” já que se trata de uma trindade? O termo “elohim” foi utilizado na Torah para se referir aos “juízes” de Israel, isso não significa que são “deuses” mas que são homens com poderes sobre os demais.
(Êxodo 21:6) - Então seu senhor o levará aos juízes(elohim), e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.
(Êxodo 22:8 na torah v. 7) - Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante dos juízes (elohim), a ver se não pôs a sua mão nos bens do seu próximo.
(Êxodo 22:9 na torah v. 8 ) - Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miúdo, sobre roupa, sobre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é sua, a causa de ambos será levada perante os juízes (elohim); aquele a quem condenarem os juízes pagará em dobro ao seu próximo.
(I Samuel 2:25) - Pecando homem contra homem, os juízes (elohim) o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.
(Salmos 82:6) - Eu disse: Vós sois deuses(elohim), e todos vós filhos do Altíssimo.
Nesse texto de Tehilim que utiliza a palavra “elohim” , para se referir ao juízes de Israel, foi traduzida por “deuses”. A tradução afirma que há outros “deuses” e que esses são filhos do Altíssimo.Se isso fosse verdade a própria escritura estaria afirmando que há outros “deuses” e que esses são filhos de “D-us”.
A verdade é que não há a palavra “D-us” em hebraico, e por esse motivo traduzem “elohim” por “D-us”, pois como “elohim” é utilizado para o Criador e em grego o criador é “Theós”, traduziram por “Theós” que mais adiante chega a nós por “D-us”.Os trinitaristas/triunitaristas afirmam que Jesus é deus baseados na referência que Jesus faz a esse Salmo 82:6. O interessante é que eles não querem enxergar que Yeshua disse, “Ana Bar Elahah” que é “sou filho de D-us”. O que Yeshua quer dizer com isso? O texto diz: “quereis me apedrejar porque eu disse “ani ben elohim(sou filho de D-us)”.
Pois se a escritura chama aos juízes de “elohim” (que seria mais grave) e não somente “filhos de elohim” , qual o problema em dizer “sou filho de elohim” ? Onde é nesse texto que Jesus alude ser um deus? Onde enxergam isso? Mas Jesus é Imanuel. Mas desde quando “El” significa “D-us”? Ou desde quando os nomes com o termo “el” se referem a própria pessoa que os recebe? Avshalom = Pai da Paz, e era o filho de David. E quem é o Pai da Paz se não D-us?
E por isso Avshalom é um deus?
Elkana traduzem como “D-us Zeloso”, e por acoso Elkana pai de Samuel era um deus?
Eliú ou Elihu traduzem como “Ele é D-us”, acaso Elihu avô de Samuel era um deus?
A verdade é que o termo “elohim” é intraduzível em nosso idioma, e não só no nosso.
Textos utilizados para se apoiar à trindade no chamado “Antigo Testamento”
(Gênesis 1:26) - E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
O verbo está no plural “façamos (naase)” , através desse texto os trinitarianos afirmam que se trata da trindade, mas é impossível afirmar que se trata de “três” pessoas, já que o plural é de duas até N pessoas.
Se eu disser no plural “façamos uma reunião”, eu posso falar para milhões de pessoas e o verbo continua igual. Como afirmar que esse plural se trata de apenas três pessoas?
É certo que a palavra de H’ estava com ele na formação do homem, mas isso não implica que a palavra seja um deus ou um co-criador. Quem “faz” não é necessariamente o “Criador”, mas é Criador aquele que “Cria.Sabemos que D-us criou a tudo, e formou a tudo através de sua Palavra. Façamos não é Criemos, pois um só é o Criador.Pela(por intermédio) palavra, H' formou aos céus. O verbo é "Naase" que é façamos e não "Nivrah" que é criemos.Quem cria é H'.Tudo o que existe foi formado através da palavra de H', mas quem criou a tudo antes de ser formado foi H'.
(Gênesis 1:26) - E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
O verbo está no plural “façamos (naase)” , através desse texto os trinitarianos afirmam que se trata da trindade, mas é impossível afirmar que se trata de “três” pessoas, já que o plural é de duas até N pessoas.
Se eu disser no plural “façamos uma reunião”, eu posso falar para milhões de pessoas e o verbo continua igual. Como afirmar que esse plural se trata de apenas três pessoas?
É certo que a palavra de H’ estava com ele na formação do homem, mas isso não implica que a palavra seja um deus ou um co-criador. Quem “faz” não é necessariamente o “Criador”, mas é Criador aquele que “Cria.Sabemos que D-us criou a tudo, e formou a tudo através de sua Palavra. Façamos não é Criemos, pois um só é o Criador.Pela(por intermédio) palavra, H' formou aos céus. O verbo é "Naase" que é façamos e não "Nivrah" que é criemos.Quem cria é H'.Tudo o que existe foi formado através da palavra de H', mas quem criou a tudo antes de ser formado foi H'.
Textos utilizados para se apoiar à trindade no chamado “Antigo Testamento”
(Gênesis 1:26) - E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
O verbo está no plural “façamos (naase)” , através desse texto os trinitarianos afirmam que se trata da trindade, mas é impossível afirmar que se trata de “três” pessoas, já que o plural é de duas até N pessoas.
Se eu disser no plural “façamos uma reunião”, eu posso falar para milhões de pessoas e o verbo continua igual. Como afirmar que esse plural se trata de apenas três pessoas?
É certo que a palavra de H’ estava com ele na formação do homem, mas isso não implica que a palavra seja um deus ou um co-criador. Quem “faz” não é necessariamente o “Criador”, mas é Criador aquele que “Cria.Sabemos que D-us criou a tudo, e formou a tudo através de sua Palavra. Façamos não é Criemos, pois um só é o Criador.Pela(por intermédio) palavra, H' formou aos céus. O verbo é "Naase" que é façamos e não "Nivrah" que é criemos.Quem cria é H'.Tudo o que existe foi formado através da palavra de H', mas quem criou a tudo antes de ser formado foi H'.
(Gênesis 1:26) - E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
O verbo está no plural “façamos (naase)” , através desse texto os trinitarianos afirmam que se trata da trindade, mas é impossível afirmar que se trata de “três” pessoas, já que o plural é de duas até N pessoas.
Se eu disser no plural “façamos uma reunião”, eu posso falar para milhões de pessoas e o verbo continua igual. Como afirmar que esse plural se trata de apenas três pessoas?
É certo que a palavra de H’ estava com ele na formação do homem, mas isso não implica que a palavra seja um deus ou um co-criador. Quem “faz” não é necessariamente o “Criador”, mas é Criador aquele que “Cria.Sabemos que D-us criou a tudo, e formou a tudo através de sua Palavra. Façamos não é Criemos, pois um só é o Criador.Pela(por intermédio) palavra, H' formou aos céus. O verbo é "Naase" que é façamos e não "Nivrah" que é criemos.Quem cria é H'.Tudo o que existe foi formado através da palavra de H', mas quem criou a tudo antes de ser formado foi H'.
Esse terceiro verbo é o ato definitivo, é o momento no qual o homem é formado.O termo "Litzor" dá um entendimento de "manufatura", ou seja, é o momento de "pôr a mão da massa".Como sabemos, o Verbo é a ação de H', é aquele que por seu intermédio todas as coisas foram formadas.
Corrigida (Hebreus 11:3) - Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram “criados”; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
O texto no grego para o verbo traduzido como “criados” é “katertistai” : formados, completados, ajustados.Então, “os mundos pela (por intermédio) da palavra de D-us foram formados”.Quem cria é o Criador, e há um só Criador , que é o Pai.Há um texto nas traduções baseadas no Receptus, que tenta induzir às pessoas a crerem que D-us "criou" a tudo por intermédio da Palavra, sendo que D-us não precisa de ninguém para criar.
(Efésios 3:9) - ...que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;
Veja o que diz as traduções baseadas nos textos críticos:
(Efésios 3:9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou
Fica claro que D-us apenas é o Criador e não depende de ninguém para Criar.Mas,ainda que tenham tentado alterar o texto para um entendimento idólatra, ainda assim o texto estaria dizendo que "D-us criou a tudo", ainda que usando um instrumento para tal.Ainda assim isso não faria do instrumento um criador. Na criação do
Corrigida (Hebreus 11:3) - Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram “criados”; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
O texto no grego para o verbo traduzido como “criados” é “katertistai” : formados, completados, ajustados.Então, “os mundos pela (por intermédio) da palavra de D-us foram formados”.Quem cria é o Criador, e há um só Criador , que é o Pai.Há um texto nas traduções baseadas no Receptus, que tenta induzir às pessoas a crerem que D-us "criou" a tudo por intermédio da Palavra, sendo que D-us não precisa de ninguém para criar.
(Efésios 3:9) - ...que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;
Veja o que diz as traduções baseadas nos textos críticos:
(Efésios 3:9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou
Fica claro que D-us apenas é o Criador e não depende de ninguém para Criar.Mas,ainda que tenham tentado alterar o texto para um entendimento idólatra, ainda assim o texto estaria dizendo que "D-us criou a tudo", ainda que usando um instrumento para tal.Ainda assim isso não faria do instrumento um criador. Na criação do
homem diz:
(Gênesis 1:27) - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
“Homem e mulher os criou”.
D-us já havia criado ao homem e à mulher. Por que então após a criação do homem e da mulher D-us os forma?Vejam os versículos que seguem:
(Gênesis 2:7) - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
(Gênesis 2:22) - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
O pensamento hebraico comparado ao grego.
Para entender melhor a Bíblia
Adotar uma perspectiva hebraica das Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos?
Na Antiguidade, dentre as várias cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente “helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria, hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica antiga.
O objetivo deste artigo é relacionar, de modo sucinto, algumas das principais nuances do pensamento hebraico, comparando-as ao pensamento grego, que, via de regra, é também o pensamento ocidental.
Vale lembrar que nem todos os gregos e hebreus pensavam de maneira idêntica. Havia, dentro de cada cultura, diferentes ramificações quanto à religião e à filosofia. As características abaixo representam cada modo pensar de forma geral, sem levar em consideração as diferentes subdivisões.
Concreto x abstrato
No idioma hebraico antigo (língua predominante do Antigo Testamento), ao contrário do grego, as ideias eram muito mais concretas do que abstratas. Até conceitos abstratos, como os sentimentos, costumavam ser associados a algo concreto.
Em hebraico, a palavra “ira” ou “raiva”, por exemplo, é ’af (Êx 4:14), a mesma que é usada para “nariz” ou “narinas” (Jó 40:24). Mas o que tem que ver nariz com raiva? Geralmente, quem fica com muita raiva respira de modo acelerado, e as narinas se dilatam. Talvez esse seja o motivo concreto por trás da relação entre as duas palavras.
Outro exemplo desse concretismo hebraico é a palavra “fé”, ’emunah (Hc 2:4), que em vez de significar apenas crença ou aceitação mental – como no grego –, expressa também qualidades como firmeza, fidelidade e estabilidade. Ter fé, na visão hebraica, é se firmar em Deus, como uma estaca fincada no chão (ver Is 22:23, onde “firme” vem do verbo’aman, a mesma raiz de ’emunah). Portanto, crer, do ponto de vista bíblico-hebraico, inclui também a ideia de se apegar a Deus e ser fiel.
Dinamismo x ócio
Na Grécia antiga, dava-se mais valor à falta de ocupação do que ao trabalho, principalmente entre os atenienses. Não ter que trabalhar e se dedicar apenas à contemplação e ao mundo das ideias era considerada a mais nobre das “atividades”. Já os hebreus eram um povo extremamente dinâmico e seu idioma refletia isso.
No português, como em outras línguas, o sujeito vem em primeiro lugar na frase, e o verbo, geralmente, é colocado logo em seguida. Exemplo: “Antônio obedeceu a seu pai.” Em hebraico, a ordem das palavras ficaria assim: “Obedeceu Antônio a seu pai.” Isso mostra o valor das ações para os hebreus.
Até substantivos que, para nós, não implicam necessariamente uma ação, para eles envolviam algum movimento. A palavra “presente” (ou “bênção”), berakah em hebraico (Gn 33:11), por exemplo, vem da raiz brk (“ajoelhar”), e significa “aquilo que se dá com o joelho dobrado”, fazendo referência ao costume de inclinar o corpo ao presentear alguém. A palavra “joelho”, berek (Is 45:23), por sua vez, significa, literalmente, “a parte do corpo que se dobra”.
O conceito hebraico de comunhão – “andar com Deus” (Gn 6:9; Mq 6:8) – também envolve movimento e significa manter um relacionamento constante com Ele. E a palavra “júbilo”,rwa‘ ou ranan (Sl 100:1; 149:5), significa “dar um grito retumbante de alegria”.
Para os hebreus, havia uma íntima relação entre aquilo que se fala e o que se faz. Entendia-se que a palavra de um homem deve corresponder às suas ações. Aliás, “palavra”, em hebraico, significa também “coisa” ou “ação”, dabar. Logo, dizer algo e não agir de acordo implicava mentira, falsidade.
Essência x aparência
Os gregos descreviam os objetos em relação à sua aparência. Os hebreus, ao contrário, consideravam mais a essência e função das coisas. Exemplo: Se nos mostrassem um lápis e nos pedissem para descrevê-lo, como seria nossa descrição? Provavelmente, diríamos: “O lápis é azul”, ou “é amarelo”; “tem ponta fina”, ou não; “é cilíndrico”, ou “é retangular”; “é curto”, ou “é comprido”; etc. Note que em todas essas características a ênfase está na aparência.
Um hebreu descreveria o mesmo lápis de forma bem mais simples e objetiva: “É feito de madeira, e eu escrevo palavras com isto.” Na cosmovisão hebraica, a essência das coisas e sua função eram mais importantes que a forma ou a aparência.
Por isso, os elogios de Salomão à sua amada no livro de Cantares parecem tão estranhos para nós, ocidentais. Dizer a uma mulher: “O teu ventre é [um] monte de trigo” (Ct 7:2) pode não soar bem hoje em dia. Mas, na cultura da época, a imagem do trigo trazia a ideia de fertilidade e fartura (função e essência), e ter muitos filhos era o sonho de toda mulher.
Outro exemplo é a descrição feita sobre a arca de Noé e o tabernáculo do Antigo Testamento (Gn 6:14-16; Êx 25-28). Qualquer um que lê o que a Bíblia diz a respeito dessas construções nota que há muito mais detalhes sobre a estrutura e os materiais empregados na confecção do que em relação à sua aparência.
Além de funcional e essencial, o estilo de descrição dos hebreus era também pessoal – o objeto era descrito de acordo com a relação dele com a pessoa. Ao descrever um dia ensolarado, em vez de dizer: “O dia está lindo”, um hebreu diria: “O sol aquece meu rosto!” Daí a descrição de Davi: “O Senhor é o meu pastor” (Sl 23:1).
Teoria x prática
Na cosmovisão grega, “saber” era mais importante do que “ser”. Para os gregos, sabedoria era o resultado sobretudo do estudo, da contemplação e do raciocínio. O conhecimento era essencialmente teórico, limitado ao mundo das ideias, e o mais importante era conhecer a si mesmo.
Para os hebreus, no entanto, o conhecimento era essencialmente prático. Conhecer era, principalmente, experimentar, se envolver com o objeto de estudo. O conhecimento de Deus era o mais importante, e a verdadeira sabedoria estava em saber ouvir, especialmente a Ele – “Ouve, ó Israel [...]” (Dt 6:4). Na mentalidade hebraica, “temer a Deus” é o primeiro passo para ser sábio (Sl 111:10; Pv 1:7).
Tempo x espaço
Quando queremos incentivar alguém a prosseguir, dizemos: “Bola pra frente!”, e quando queremos dizer que algo ficou no passado, falamos: “Ficou para trás.” Mas quem nos ensinou que o futuro está à nossa frente e o passado atrás? Possivelmente, os gregos. Eles tinham uma visão espacial do tempo, e nós herdamos isso.
Os hebreus (que valorizavam mais o tempo do que o espaço) enxergavam passado e futuro de modo diferente. Para eles, mais importante do que localizar o tempo de forma espacial era defini-lo em ações completas e incompletas (aliás, “completo” e “incompleto” são os nomes que se dá aos tempos verbais do hebraico).
Na mentalidade hebraica antiga, o passado (tempo completo) estava à frente (as palavrastemol e qedem, “ontem” ou “antigamente”, significam também “em frente”), e o futuro (tempo incompleto) estava atrás – mahar, “amanhã” ou “no futuro”, vem da raiz ’ahar, que significa, entre outras coisas, “ficar atrás”, ou “para trás”. (Veja Êx 5:14; Jó 29:2; Êx 13:14 e Dt 6:20.)
E por que eles entendiam o tempo assim? O pensamento hebraico era simples e direto. O passado já foi completado, por isso podemos olhar para ele como se estivesse diante dos nossos olhos. O futuro, porém, ainda está indefinido, incompleto, por isso, ainda é desconhecido e é como se estivéssemos de costas para ele.
História cíclica x linear
Os gregos viam o curso da história como uma espécie de roda gigante. Para eles, a história se repetia eternamente, num eterno vai e vem sem destino.
Para os hebreus, no entanto, a história era linear e climática. Deus foi quem a iniciou (Gn 1:1), e é Ele quem faz com que ela prossiga para um fim, um clímax, o chamado “Dia do Senhor” (yom Yahweh; Sf 1:7, 14; Jl 2:1; 2Pe 3:10). Mas essa descontinuidade da história será apenas o começo da eternidade (‘olam; Dn 12:2).
Deus x “eu”
Na cosmovisão grega, o “eu” (ego) era o centro de tudo. Diz a lenda que à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, havia a frase “Conhece-te a ti mesmo”. Na cultura hebraica, por outro lado, Deus era o centro de todas as coisas. Os hebreus não dividiam a vida, como nós fazemos, em sagrada e secular. Para eles, essas duas áreas eram uma coisa só, sob o domínio de Deus.
Até mesmo as tarefas do dia a dia eram consideradas, de certa forma, sagradas. A palavra hebraica ‘abad – “servir” ou “adorar” (Sl 100:2) – pode ser também traduzida como “trabalhar”. Na lavoura, na escola ou no templo, a vida era vista como um constante ato de adoração (1Co 10:31; Cl 3:2; 1Ts 5:17). Para eles, a adoração era mais do que um evento, era um estilo de vida.
Pensamento corporativo x individualismo
Os gregos consideravam a individualidade um valor supremo e praticamente inegociável. Os hebreus, por sua vez, tinham uma “personalidade corporativa” e enfatizavam a vida em comunidade. Na cosmovisão hebraica, havia uma ligação inseparável entre o indivíduo e o grupo. A vitória de um era a vitória de todos, e o fracasso de um representava o de todos. Por isso, para os cristãos, se, por um lado, a falha de Adão lá no Éden representou nossa queda, por outro lado, a morte de Cristo na cruz dá a todos a oportunidade de salvação (1Co 15:22; Jo 3:16).
Amor: decisão x emoção
No mundo grego, o amor, em suas várias formas, se resumia muitas vezes a um mero sentimento. Na visão hebraica, porém, amor é mais que isso: é uma escolha (em Ml 1:2, 3 e Rm 9:13, “amar” e “odiar” são sinônimos de “escolher” e “rejeitar”). É algo prático, traduzido em ações – a Deus e ao próximo (Mt 22:35-40).
Paz: presença x ausência
No pensamento ocidental, paz depende das circunstâncias. É a ausência de guerras, problemas e perturbações. Mas para os hebreus, paz não implicava, necessariamente, ausência, e sim presença. Só a presença de Deus pode trazer bem-estar, segurança e felicidade – que são ideias contidas na palavra shalom (Jz 6:24).
Integral x dualista
Os gregos tinham uma visão dualista da realidade. Com base nos ensinamentos de Platão, acreditavam que havia dois mundos: o das ideias (ou do espírito) e o mundo real. De acordo com essa visão, o ser humano era formado por duas partes: espírito (ou alma) e corpo. Para eles, o corpo e as coisas materiais eram ruins, e apenas o “espírito” e as coisas do “além” podiam ser considerados bons. Assim, a morte, na verdade, seria a libertação da alma, que, enquanto estivesse no corpo, estaria presa ao mundo material.
Já os hebreus tinham uma visão integral da vida. Para eles, o ser humano era completo, indivisível. Na mentalidade hebraica, alma se refere ao indivíduo como um todo (corpo, mente e emoções). De acordo com Gênesis 2:7, nós não temos uma alma, nós somos uma alma, ou seja, seres vivos (nefesh hayyah, em hebraico). Ao contrário dos gregos, que criam na imortalidade do espírito, os hebreus acreditavam na mortalidade da alma e na ressurreição (Ez 18:4; Dn 12:1, 2).
Espiritualidade x misticismo
Para os gregos, espiritualidade era algo místico. Ser espiritual significava desprezar totalmente a matéria e se conectar ao “outro mundo”. Esse desprezo das coisas materiais variava entre dois extremos. Alguns, por exemplo, renunciavam completamente os prazeres físicos, tais como a alimentação e o sexo, a ponto de mutilar seus órgãos genitais. Outros, por outro lado, se entregavam a todo tipo de sensualidade e orgia. Ambos os comportamentos tinham como base a ideia de que o corpo é mau, e que, no fim das contas, o que importa mesmo é a “alma”.
Mas para a cosmovisão hebraica, o corpo foi criado por Deus, e por isso é sagrado. A Bíblia diz que “do Senhor é a Terra” (Sl 24:1). E enquanto criava o mundo, Deus viu que este “era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21) – e não mau, como acreditavam os gregos. Deus fez o mundo (as coisas materiais), e deu ao ser humano a responsabilidade de cuidar dele.
Para os hebreus, portanto, espiritualidade tinha que ver, sim, com esta vida. Na cosmovisão bíblica, não é preciso se isolar em um monastério, recorrer à meditação transcendental ou entrar num estado de transe para atingir “o mundo superior”. É possível ser “santo” e desenvolver a espiritualidade no dia a dia, nas situações comuns da vida e no trato diário com as pessoas (Lv 20:7; 1Pe 1:16).
Conclusão
Embora devamos muito aos gregos como herdeiros de sua cultura, é fundamental que adotemos uma perspectiva hebraica ao estudar as Escrituras, a fim de que nossa hermenêutica se aproxime ao máximo do modo de pensar dos autores bíblicos, bem como do sentido original do texto.



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